1 de fev de 2012

Welcome to my life


- Às vezes te amar é um tanto complicado.
- Porque?
- Por esse jeito que és.
- E como sou?
- Tão difícil de amar. És confuso demais, silencioso demais… Muitas coisas demais.
- Perdoe-me pela ilusão do excesso. 
- Mas, veja bem, não precisas pedir perdão. Mesmo me doendo, continuo a te amar, o que torna-te inocente aos meus olhos. Creio que esta seja a grande sina de meus dias.
- Te dói me amar?
- Não te dói me amar? 
- Não me dói te amar. Me cansa, me desgasta, me esfola, mas não me dói. E força alguma preciso fazer para permanecer te amando, pois este sentimento que cresce livremente em meu peito tem mais força que qualquer tristeza. E se esta for minha sina, aceito-a de bom grado. 
- Eu gosto dessa palavra, sina. Tem gosto de nó que não desata. De “pra sempre” sem ponto final.
- Mas e você?
- Eu o que?
- O que farás?
- Seguirei minha sina, te amando, com ou sem excessos.
- Para sempre, sem ponto final?
- Sem ponto final.

Gabriela Santarosa

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